marihuana
“A minha lógica é a seguinte: quanto menos você gostar de mim, mais interessante você fica.”

— Bianca Stephania.
“Você tem o direito de falar o que pensa, mas não tem o direito de julgar quem não conhece. Liberdade de expressão é um direito de todos, mas em vez de falar, então faça algo que preste.”

— Chorão.
“O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

— 1° Coríntios 13:4
Eu te juro que não te encho mais, mas é que joguei fora o papel onde escrevi o que ia te falar no telefone, e você não quis ouvir e não consigo guardar isso pra mim.

Te ver me esquecendo tão rápido não é fácil pra mim, porque eu não consegui, e não tô conseguindo. Eu fico vendo como tá sendo fácil pra você e ás vezes até sinto inveja por eu não conseguir ser assim. Você conseguiu outras distrações fáceis e eu não. Eu não consigo me conformar que você a pouco tempo dizia estar apaixonado por mim e eu sem ter a intenção de fazer isso, te fiz se desencantar por mim em tão pouco tempo. Eu queria poder fazer muita coisa diferente, mas sei que não é possível, muito menos apagar o que eu fiz mas eu tô tentando. Cara, eu sonhei com você três vezes e em todas as vezes eu estava te pedindo desculpas por tudo mas em nenhum momento eu sonhei com o depois disso, talvez seja uma pressão a mais a fazer o que é certo. O tempo todo eu tento fingir que tá ficando tudo bem, que eu tô bem com toda essa situação mas eu não tô. Você acha que eu gosto de outro guri, mas cara, ele é apenas meu amigo. Eu não tenho outro assunto com ele a não ser você. Fico perguntando o tempo inteiro o que fazer e ele diz pra eu ir atrás de você até você enjoar e me chutar de todos os jeitos possíveis, e foi o que eu fiz aquele dia que te mandei mensagem, senti saudades tua. Mas meu orgulho também é grande. Eu cometi muitos erros contigo, e o pior deles foi te deixar apaixonar por mim. Eu tô com quase certeza que tu conseguiu superar isso, que já conseguiu virar essa página. Mas eu não. Pessoas apareceram pra mim, mas nenhuma delas me causou efeito algum igual você causou e causa em mim. Eu não sei não parecer clichê, mas sei lá, é isso. Eu não esqueço o dia que nos vimos. Quando você mendigava um sorriso tímido com as coisas que eu te falava. Eu sentia que tinha você, e sei lá, não sei nem explicar o que foi aquele dia pra mim. Quando eu te liguei, não sabia o que falar, tava sem graça, estranha, você também tava. Teu silêncio no telefone… até isso eu não esqueço, muito menos da tua voz. Eu não consigo esquecer essas coisas tão fáceis assim. Cara, me desculpa, mas eu precisava te falar essas coisas. Te falar que nada nunca foi fácil pra mim, ninguém sabe como são meus dias de verdade. Ninguém sabe que meu mundo lá fora tá um caos em todos os sentidos. Te falar que quando eu comecei a fazer as coisas do jeito certo, foi quando tudo veio á tona e deu tudo errado. Queria que você soubesse que eu tentei, que eu não menti, que eu não fingi. Queria te falar que a gente poderia ter sido tanta coisa… mas acabamos não sendo nada, praticamente nada. E eu sei que eu tinha muito mais pra falar, sei que escrevi muito mais que isso naquele papel que joguei fora, mas eu sentia necessidade de falar isso. Queria que tivesse sido pessoalmente, mas acho que você me ignoraria e não tô afim de incomodar. Porque apesar de tudo eu acabei criando carinho grande por ti, e te ver me excluindo da tua vida desse jeito como se eu não significasse nada me dói muito. Porque eu sei que um dia eu irei querer te perguntar como anda sua vida, como vão as coisas e não vou ter coragem e vou achar que estou incomodando. E acho que já saquei que você me bloqueou do msn, me deu unfollow em tudo, talvez até tenha me excluído do facebook. Talvez até tenha mudado de número. E sei lá, talvez eu merecesse passar por isso mesmo… eu sei que você não ficou nada bem com aquelas coisas, me sinto um monstro por isso porque nunca magoei alguém que eu gostasse igual te magoei. Não me orgulho disso. Quando tu veio falar comigo, perguntar se eu to bem, puxando papo no msn eu me enchi de expectativa achando que você ainda me queria. Achei que ainda podia existir alguma esperança, mas eu estava enganada, pois percebi que seus olhos já brilhavam por outra. E ela sim, vale a pena. Ela é linda, simpática, inteligente, sabe conversar, não fica de joguinhos, não te engana, não mente pra você, não te magoa. Me dói saber que eu poderia ter sido tudo isso, mas preferi ser a que maltrata, a que te fere. Me dói saber que ela é do tipo de garota que eu queria ser, a garota dos teus “sonhos”, a garota pela qual vale a pena lutar. E eu sei que se a gente não ta junto agora, é porque teu esforço pra me ter de novo não valhe a pena. Eu não valho a pena pra ti. Eu te juro, tô tentando te mostrar isso da forma mais honesta possível que eu gostei de você de verdade e tô arrependida pra caralho de tudo o que eu fiz. Queria que não houvesse remorso, nem raiva, nem mágoa. Só queria que as coisas ficassem bem, independente de como, só não queria mais sentir isso que tô sentindo agora. Me desculpa por te fazer passar por isso, me desculpa por te fazer apostar todas suas fichas em mim, pra no final de tudo eu mostrar que fui e sou apenas como todas as outras. Tenho que confessar pra mim mesma, é, eu sou como todas. Demorei pra perceber isso, e agora que já sei tô tentando mudar essa realidade. Mas olha, independente de qualquer coisa que tenha acontecido, faz por si mesmo o que eu não posso fazer e… se cuida.


— Bianca Stephania.
“Mas cara, tem garotas que precisam de dois travesseiros pra dormir; um pra encostar e o outro pra abraçar.”

“Não gosto de quando você vai embora, porque cara, nunca sei se você vai voltar. Porque tu sabes mais que eu que não existe nós, nunca existiu e nem nunca vai existir, talvez seja por isso que sinto toda essa insegurança. Quando tu vai embora, é assim que me sinto. Indefesa, menosprezada. E nunca sei quando tu vai voltar, e se vai voltar. E o problema de tudo é que não tem problema nenhum, tu já é o problema de tudo. Todas as vezes que tu diz que vai embora, eu peço pra você ficar. Não vou pedir pra você ficar pra sempre. Tu tem mil motivos pra não ficar, mas eu sei que os motivos pra você não ir são mais fortes. Pô, não faz mais assim. Se for ficar, fica. Mas se for embora vai de uma vez, e não olha pra trás. Na boa mesmo cara, eu não sou aquilo que tu usa quando quer e dispensa quando enjoar. Ta me entendendo? Porque porra, eu sei que tá. Não sou aquela que tu encontrou em qualquer esquina. Não sou qualquer uma, e quando tu entender isso pode ser tarde demais, e aí quem vai embora sem saber se vai voltar, cara, tu que não será.”

um clichê amais (Bianca Stephania)
Cigarros, violão, Jack Daniel’s e insônia.
Desde a última vez que a vi, minha rotina só tem sido esta. Ela terminou comigo e puta que pariu, como sinto a falta dela. Ela disse apenas que não estava dando certo, e que a paixão acabou. Porra, e toda aquela parada de amor? Talvez não fosse amor, talvez fosse só atração. Por parte dela, porque de minha parte… eu a amei. Eu a amo. Isso me intriga, me irrita, me enoja. Ela me disse adeus como quem diz adeus á uma roupa que não serve mais. Me deu adeus como se não importasse, como se fosse um tanto faz. E porra, sei que a culpa foi minha. Sou um cafajeste, canalha. Não dei valor mesmo, e me arrependo. Fui grosso, idiota. Não fiz o tipo namorado carinhoso ou romântico. Cara, não espere que eu lhe dê um buquê de flores, ou um presente sem precisar de uma data especial. Não espere que eu vá lhe buscar na escola, ou que lhe chame sempre pra sair porque não vou. Não vou ficar falando eu te amo sempre, nem vou reparar que você cortou o cabelo ou comprou uma roupa nova. Não sou assim, mas agora vejo que por causa deste meu jeito grosso de ser é que a perdi. E eu me arrependo totalmente de ter sido assim com ela, porque ela foi tudo pra mim. Ela foi perfeita. Ela não ficava chateada quando eu era grosso, ela entendia meu jeito e sempre ficava calada. E putz, como fui idiota. Ela era fofa comigo, me elogiava e eu só agradecia, raramente eu dizia a ela que ela estava linda, e como me arrependo disto também. Porque cada dia que eu a via ela estava mais linda que da última vez que a tinha visto. E como ela era linda e tinha uma capacidade de exalar sua beleza mais a cada dia que passava. Mas serei leal, não vou pedir pra voltar. Quem sabe assim eu não aprendo que mulher tem que se tratar bem. Tem que ser romântico, tem que fazê-la feliz. Independente de meu jeito ser grosso ou não, ela merecia um cara que compre flores, que a chame de linda todos os dias e que a faça feliz. Tá ai uma coisa que não consegui; por causa desse meu jeito e meu orgulho filho da puta. Ela merecia coisa melhor, e esse melhor eu não fui.

Gabriel e Júlia, um clichê amais.
“Porque quando se ama, tem que se aceitar o jeito da pessoa. Até dos defeitos, e te juro; amo até os defeitos dele. Ele fica tão bravo quando roubo um beijo dele e não deixo ele retribuir. Ele começa a me fazer cóssegas, me arranhar, morder e beliscar até ceder aos beijos dele. E quando a gente discute por qualquer coisinha? Ele sempre vem pedindo desculpas, mesmo quando a errada sou eu. Ele até reclama as vezes, diz que meu orgulho é grande, mas que até isso é perfeito nele. E aquele sorriso tímido quando me vê? Confesso, eu amo aquele sorriso. Ele tem outros 7 sorrisos. O meu preferido é quando digo que o amo. Primeiro ele abaixa o olhar, morde os lábios e tenta segurar o sorriso, mas não consegue e seus lábios se abrem como se estivessem em melodia com uma música, e ai ele levanta o olhar e torna a olhar pra mim mordiscando novamente os lábios e realcando depois um sorriso de lado, que porra meu, eu amo quando quando ele faz isso. Eu amo tudo, literalmente tudo nele. Até suas caretas. Pode parecer meio gay, meio clichê, mas só um clichê amais não faz diferença pra nós dois. Ele é tão clichê quanto eu, e não estou reclamando. Confesso, até gosto disso.”

Gabriel e Júlia, um clichê amais.
Ela é tão linda. Assim, diferente. Uma beleza exótica. Mas continua sendo a mais linda de todas. Tá tudo tão perfeito, ela me ama, eu a amo e sem brigas assim vai indo. Mas cara, dá um medo sabia? Ela é perfeita demais pra ser verdade, não só fisicamente, mas comigo, entende? Ela tem longos cabelos ruivos (naturais) e olhos castanhos. Não é gostosa, mas é na medida certa. Nem mais, nem menos. Ela dá um sorrisinho meigo e meio triste pra mim quando pede algo, e eu não aguento e cedo. Ela é perfeita nisso também. É tão branquinha que quando sai no sol, ao invés dela se esconder dor sol, o sol acaba brilhando mais com sua beleza o refletindo. Não, não é gay, é a mais pura verdade. Ela sabe brincar na hora certa comigo, a hora de dar um beijo e a hora de pedir um. Eu nunca nego, é claro. E porra meu, vai ser linda assim na puta que pariu. É sério, é clichê, é chato mas é a mais pura verdade. Sabe cara? Um dia ainda caso com ela. Ainda caso com aqueles olhinhos claros com cílios latejantes de rímel que ela adora tanto passar. Ainda caso com aquela boquinha carnuda que esconde um sorriso que Meu Deus! Eu perco até o ar. O coração dispara, as mãos soam, o corpo estremece. Ainda caso com ela. Ela me faz ter essa sensação a cada respirar que dá perto de mim, a cada tocar que sinto dela. E cara, tu pode até achar que to cego apaixonado, mas não, to cego e de amor.”

Gabriel e Júlia, um clichê amais.
“Cara, a verdade é que a gente sempre acaba voltando um pro outro. Tipo a tampa da panela velha, que por mais que ela esteja amassada elas ainda se encaixam perfeitamente. Tá me entendendo? Por mais que a gente brigue, xingue, discordarmos no final tudo acaba bem. Tá, as vezes demora uns dois ou três dias, mas essa é a verdade, a gente sempre volta um pro outro arrependido e como diz o chaves “com o rabo entre as patas”. Você sempre se estressa com meu ciumes. Confesso, as vezes faço só pra te irritar mesmo, embora outras vezes você se irrita tanto que chega a me irritar também e acabamos discutindo denovo. Em pouco tempo a raiva passa, e já estamos lá os dois abraçadinhos e implorando perdão um pro outro. E quando você dá aquelas crises de “você não me ama, não me quer mais!” só pra eu pedir perdão e você jogar em minha cara o quanto sou grossa e insensível!? Na hora eu caio na sua, mas depois vejo que é tudo draminha seu. Mas eu gosto disso. Mostra que você ainda me ama, que você é meu. E é isso Jasper, você é como a panela e eu como sua tampa. Toda amassada, toda cambaleada, toda embolada. Mas que se encaixa perfeitamente em você.”

Gabriel e Júlia, um clichê amais.
“Sou tão acostumada a ser deixada de lado que nem ligo mais. Virei a segunda opção na vida das pessoas, aliás, acho que não chego a ser nem a 5° opção de ninguém. Virei um “tanto faz”, um “pode ser”. Mas, sabe? Culpo ninguém não. Eu mesma fui me afastando aos poucos das pessoas, talvez por medo de decepcionar de novo, não sei. Mas, pra quê me entender? Às vezes eu tenho a impressão de que até eu mesma me abandonei.”

Eu encontrei alguém melhor que você, e acredite, estou feliz.
Ele cuida de mim como você nunca cuidou, e me abraça bem forte me fazendo sentir bem. E cara, ele me entende como ninguém. Me apoia em minhas decisões, me fortalece. Ele corre atrás de mim e me dá uma mordida no pescoço me abraçando por trás, e eu mordo sua mão fazendo com que ele me vire e eu dou um beijo pra aliviar a dor de minha dentada metálica, e ele não reclama, ele ri. Ri até das minhas piadas sem graça, e ainda diz que eu podia trabalhar pro jornal, aquele da manhã na sessão das piadinhas. Ninguém acha graça, mas ele ri. E ele me faz sentir bem assim, bem do jeito dele.
Morde meu lábio e só solta quando começo a dar tapinhas nele, e ele me olha com aqueles olhos castanhos reprimidos pelo sorrisinho de lado que ele dá e eu não resisto e o beijo. Beijo como se fosse a primeira vez, ou como se fosse a última. Seu beijo tinha sabor de bala de hortelã, lábios macios que me faziam repousar profundamente naqueles beijos. E que beijos! Ele segura minhas mãos firmes e sempre pergunta se estou pronta, e antes mesmo de dizer que sim ele me pega no colo e me rodopia como se tivéssemos 9 anos de idade e nada mais importasse, só aquele momento. Todos nossos momentos ele me faz sentir deste jeito, como se fosse o primeiro, ou como se fosse o último. Tudo tão intensamente. Ele ouve Arctic Monkeys e canta Fluorescent Adolescent como se nada mais importasse e grita pra mim “Flo, where did you go?”. Ele é engraçado. E sabe? Porra, eu quero que esse amor dure. Para sempre é muito, mas que seja bom enquanto dure, esta é minha meta. E cara, assim como você, ele também me ama, mas tem uma diferença: ele me faz feliz.

Gabriel e Júlia, a new story without end.
“Mas cara, uma coisa eu aprendi, quem te arranca um sorriso fácil, arranca o coração facinho também.”

— Soulstripper
“Admire as pessoas que confessam suas fraquezas e tenha cuidado redobrado com aquelas que vivem arrotando santidade.”

— Pregador Luo
“Sinto a falta dele como se me faltasse um dente na frente.”

— Clarice Lispector